segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Alimento Espiritual: O uso dos Salmos na devoção Cristã (Parte 3)


4. Colocando em prática

Podemos nos beneficiar do que Dietrich Bonhoeffer escreveu sobre o uso dos Salmos: “Em muitas igrejas, cantam-se ou leem-se Salmos a cada domingo ou até diariamente. Essas igrejas preservaram uma riqueza imensurável, pois somente pelo uso diário penetraremos nesse livro divino de oração. Para o leitor ocasional, suas orações são pujantes demais em seus pensamentos e sua força, de modo que voltamos a procurar alimento mais digerível. Quem, no entanto, começou a orar o Saltério com seriedade e regularidade, logo dispensará as próprias orações superficiais e piedosas dizendo: ‘Elas não têm o sabor, a força, a paixão e o fogo que encontro no Saltério. São muito frias e rígidas’ (Lutero)”.24 Portanto, devemos incluir os Salmos em nossas orações diárias, permitindo que a Palavra de Deus estimule e guie nossas petições. E como uma ajuda para orar os Salmos diariamente em nossa meditação ou oração diária, oferecemos o roteiro abaixo:25

  • Dia 1: Salmos 1 a 8
  • Dia 2: Salmos 9 a 14
  • Dia 3: Salmos 15 a 18
  • Dia 4: Salmos 19 a 23
  • Dia 5: Salmos 24 a 29
  • Dia 6: Salmos 30 a 34
  • Dia 7: Salmos 35 a 37
  • Dia 8: Salmos 38 a 43
  • Dia 9: Salmos 44 a 49
  • Dia 10: Salmos 50 a 55
  • Dia 11: Salmos 56 a 61
  • Dia 12: Salmos 62 a 67
  • Dia 13: Salmos 68 a 70
  • Dia 14: Salmos 71 a 74
  • Dia 15: Salmos 75 a 78
  • Dia 16: Salmos 79 a 85
  • Dia 17: Salmos 86 a 89
  • Dia 18: Salmos 90 a 94
  • Dia 19: Salmos 95 a 101
  • Dia 20: Salmos 102 a 104
  • Dia 21: Salmos 105 e 106
  • Dia 22: Salmos 107 a 109
  • Dia 23: Salmos 110 a 115
  • Dia 24: Salmos 116 a 119.32
  • Dia 25: Salmo 119.33 a 119.104
  • Dia 26: Salmo 119.105 a 119.176
  • Dia 27: Salmos 120 a 131
  • Dia 28: Salmos 132 a 138
  • Dia 29: Salmos 139 a 143
  • Dia 30: Salmos 144 a 150

Nós recomendamos a meditação bíblica para moldar nossas orações e, ao mesmo tempo, para disciplinar nossos pensamentos. Finalmente, nós preferimos a meditação bíblica porque nos faz conscientes de nosso companheirismo com outros [irmãos] que estão meditando no mesmo texto. A Palavra da Escritura nunca deve parar de soar em nossos ouvidos, e [deve continuamente] trabalhar em nós ao longo do dia, como as palavras de alguém que você ama. E assim como você não analisa as palavras de alguém que você ama, mas aceita o que ele lhe diz, aceite a Palavra da Escritura e medita nela em seu coração, como Maria o fez. Isto é tudo. Isto é meditação. Não olhe para novas reflexões e conexões no texto, como se você estivesse preparando uma pregação. Não questione ‘como passar isto para alguém?’, mas ‘o que ele tem a dizer para mim?’ Pondere na Palavra longamente em seu coração e deixe que ela te dirija e te possua. Não é importante consumir o texto integral proposto para cada dia. Nós ficaremos, frequentemente, esperando um dia inteiro para ouvir o que ele tem a dizer. Deixe passagens incompreensíveis sossegadamente de lado, e não se apresse a ir à filologia. (…)
Se os seus pensamentos o distraírem ore pelas pessoas e situações que lhe preocupam. Este é o lugar certo para intercessão. Neste caso, não ore em termos gerais, mas ore de forma objetiva por aquilo que lhe preocupa. Deixe a Palavra da Escritura o conduzir. Pode ser de ajuda você escrever calmamente o nome das pessoas com quem conversamos e pensamos todos os dias. A intercessão precisa de tempo se for levada a sério. Mas cuidado ao fixar um tempo designado para intercessão, para que esta não se torne uma fuga daquilo que é mais importante, a busca pela salvação de sua própria alma.
Iniciamos a meditação com uma oração pelo Espírito Santo. Que ele clareie o nosso coração e prepare a nossa mente para a meditação e de todos aqueles que estarão meditando também. Então, nos voltamos ao texto. Ao término da meditação nós estaremos em posição de proferir uma oração de ação de graças com um coração satisfeito. (…)
O tempo para a meditação é de manhã, antes de começar as tarefas. Meia hora é o mínimo de tempo necessário para a meditação. Observe que o pré-requisito é quietude extrema e o objetivo é não ser distraído por nada, por mais importante que seja.
Uma atividade da comunidade cristã, infelizmente praticada muito raramente, mas bastante útil, é quando ocasionalmente duas ou mais pessoas se dispõe a meditar juntas. Mas que não tomem parte em discussões teológicas especulativas.26

Bethge anexou esse texto a uma carta circular enviada de Finkenwalde para os pastores da Igreja Confessante (Bekennende Kirche), em 22 de maio de 1936. O ensaio foi rapidamente compartilhado entre os colegas pastores presos pelo governo nazista. Bethge contou depois em como a exigência de Bonhoeffer de que os alunos do seminário de pregadores de Zingst deveriam dedicar meia hora a cada manhã para meditação silenciosa de um texto bíblico lhes causou grandes dificuldades. Eles não sabiam como usar este tempo. Alguns iam dormir, outros preparavam sermões, outros nem sabiam o que fazer ou reclamavam que o tempo dedicado à meditação era excessivamente longo. Estas instruções tencionavam tornar claro aos seminaristas a importância da meditação e a maneira pela qual esta deveria ser feita.27
Sandro Baggio, pastor-mentor do Projeto 242, preparou um roteiro para ajudar sua comunidade a praticar a leitura orante (lectio divina).28 Sugerimos que esse roteiro deve ser usado durante a meditação nos Salmos, na medida em que estas orações inspiradas pelo Espírito Santo são incorporadas às orações do povo de Deus:
Lectio divina é um método de leitura-orante da Bíblia. É ler a Bíblia não tanto para acumular conhecimento, mas como uma forma de diálogo com Deus. Basicamente, a lectio divina consiste em statio (preparação), lectio (leitura), meditatio (meditação), oratio (oração), contemplatio (contemplação), discretio (discernimento), comunicatio (comunicação) e actio (ação). É preciso prática para penetrar na riqueza que a lectio divina pode trazer para sua vida espiritual. ‘Medita estas coisas e nelas sê diligente’ [1Tm 4.15].
A prática da lectio divina requer que você separe um tempo para estar a sós, num local tranquilo, sem distrações. Selecione o texto que deseja ler (de preferência, não muito longo).
Os elementos centrais da lectio divina são:
Ler: Atentamente, com prazer e com fome, saboreando as palavras como alimento espiritual. Leia o texto várias vezes, dando especial atenção aos versos ou palavras que lhe chamam atenção. Escute o que o texto fala com você.
Pensar: O que esse texto significa para você? Que versos ou palavras falam mais à sua situação hoje? Como você tem vivido em relação a ele?
Orar: Orar é responder ao chamado no profundo de seu coração para falar com Deus. Além de suas palavras, essa resposta pode ser também escrita em um diário espiritual, com gestos (ajoelhar-se) e cânticos.
Viver: Você pode ler, pensar e orar o dia todo, mas a menos que você pratique a Palavra de Deus, não terá valido nada. É preciso colocar em prática o que Deus falou com você durante esse tempo de leitura e reflexão. Sua vida será o maior testemunho que você poderá dar.
Nos dois textos citados acima é sugerida a meditação a sós. Mas queremos enfaticamente recomendar que o tempo de oração ao Deus Trino seja feita em comunidade – quando dois ou mais irmãos se reúnem para juntos buscar a Cristo em oração por meio da leitura dos Salmos. Pois não é natural que o cristão esteja só – a igreja, o ajuntamento dos fieis, é o corpo de Cristo, o templo de Deus, o santuário e habitação do Espírito Santo (1Co 3.16-17; 6.19; 10.16; 12.27; Ef 4.12) – e é em comunidade que o cristão irá não só aprender a orar, mas permanecerá em oração: “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar” (1Ts 5.16-17). 29
Prossigamos com Bonhoffer: “Se em nossas igrejas já não oramos os Salmos, então devemos incluí-los com mais afinco em nossas meditações matutinas e vespertinas. Devemos ler vários Salmos diariamente e, de preferência, em conjunto, a fim de lermos este livro diversas vezes ao ano, penetrando nele com mais profundidade. Não deveríamos selecionar arbitrariamente alguns Salmos. Ao fazer isto, estamos desonrando o livro de orações da Bíblia, julgando saber melhor do que o próprio Deus o que devemos orar. Na igreja antiga não era incomum saber ‘o Davi todo’ de cor. Nas igrejas orientais isto era condição para o exercício eclesiástico. Jerônimo, um dos pais da igreja, conta que na sua época ouvia-se o cântico de Salmos nas lavouras e nos quintais. O Saltério marcava a vida da jovem cristandade. Mais importante do que isto, no entanto, é que Jesus Cristo morreu na cruz com a palavra dos Salmos em seus lábios. Ao esquecer-se do Saltério, a cristandade perde um tesouro inigualável. Ao recuperá-lo, será presenteada com forças jamais imaginadas”.30 Portanto, voltemos à beleza, riqueza, profundidade e amplitude dos Salmos como nosso guia da oração.

Conclusão

Durante sua longa trajetória, a igreja usou os Salmos para guiar a oração e a devoção. Então, por que tantas pessoas não se dedicam à oração? Porque, como nota Peterson, o poço é fundo e não temos nada para pegar a água. “Precisamos de um vaso para colocar a água. (…) Os salmos são esse vaso. Não são a oração em si, mas o vaso mais adequado (…) para a oração que já foi criado. Recusar-se a usar esse vaso de Salmos, depois de compreender sua função, é errar de propósito. Não é possível fazer um vaso de outro formato que o substitua”. Certamente já houve várias tentativas para substituir os Salmos como nosso guia da oração. Mas por que nos contentarmos com tão pouco, quando temos esse vaso maravilhoso à nossa disposição? Deste modo, que usemos os Salmos como o livro de orações da aliança. As palavras de Martinho Lutero são apropriadas como conclusão: “O nosso amado Senhor, que nos ensinou a orar o Saltério e o Pai Nosso e presenteou-nos com eles, conceda-nos, também, o Espírito da oração e da graça, para que oremos sem cessar, com disposição e seriedade de fé. Nós precisamos disso. Ele o ordenou e, portanto, o requer de nós. A ele sejam dados louvor, honra e gratidão. Amém”.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

Alegres na Esperança, firmes na fé, dedicamos no amor e unidos no trabalho!

Postado por Felipe Araújo, membro da mocidade presbiteriana vitória de Cristo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Bíblia & Música: Eis Dos Anjos Harmonia

Bom dia irmão! Continuando no nosso especial de natal desse mês, vamos compartilhar com todos e meditar na letra de mais uma bela canção de Jeanne Mascarenhas. Com vocês, Eis dos anjos harmonia! :D

Eis Dos Anjos Harmonia - Jeanne Mascarenhas e Denyse Bittencourt

Na primeira estrofe de Eis dos anjos harmonia, a cantora fala sobre a chegada  do Salvador, sobre as boas-novas de alegria e sobre a verdadeira paz que só temos em Cristo: "O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos rago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo." - Lucas 2.10. "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize." - João 14.27. Ainda nessa estrofe a cantora fala de como devemos exultar e aclamar ao nosso Redentor. Não há em nós nada que seja digno do amor de Deus, portanto, devemos a cada dia agradecer ao SENHOR por ter nos enviado o seu único filho para que Ele fosse feito maldição em nosso lugar (Cf. Gálatas 3.13) e para que Ele nos desse vida e vida em abundância (Cf. João 10.10). O refrão da música ressalta a humanidade de Cristo ao vir para a terra como também a Sua divindade. Na segunda estrofe, a cantora usa como referência a Jesus o termo "Príncipe da Paz" fazendo alusão a Isaías 9.6: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.". Ela ainda fala da propósito da vinda de Cristo. Que possamos nos alegrar todos os dias por tão gloriosa salvação operada pelo nosso Cristo!


Alegres na esperança, fortes na fé, dedicados no amor, unidos no trabalho

Postado por Werbster Filho, membro e Secretário de Espiritualidade da Mocidade Vitória de Cristo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Alimento Espiritual: O uso dos salmos na devoção cristã (Parte 2)

A regra da oração
Como Peterson enfatiza, o modelo básico de devoção é a oração diária baseada nos Salmos, sequencialmente, uma vez por mês.17 Mas precisamos destacar que a oração diária dos salmos não é uma ação isolada. Ela permanece entre outros dois fundamentos: a adoração junto com a igreja no domingo e a oração diária, que são recordações às vezes intencionais, outras vezes espontâneas, em resposta a Deus. Esses três fundamentos formam o ambiente de oração que estimulará a devoção. No diagrama sugerido por Peterson, esses fundamentos aparecem assim:



A adoração na igreja firma nossa espiritualidade na Escritura e na vida em comunidade. Os Salmos nos levam a reaprender a linguagem da oração. E a oração recordada desdobra a oração para todos os pormenores da vida. O alvo é tornar a oração recordada incessante por meio da adoração comunitária junto com a oração dos salmos. Como Peterson escreve, “os Salmos, centrados entre Adoração e Recordação, são o lugar determinado onde habitualmente revisamos a base, o vocabulário e os ritmos da oração”. É esta dinâmica que desenvolverá nossa vida de oração. Por isso, a regra (regula) da devoção é: “Adoração Comunitária/Oração dos Salmos/Oração Recordada é a base de onde começamos e para onde voltamos – sempre”.

Os cristãos e o uso dos Salmos
Como aprendemos no Novo Testamento, Jesus Cristo, ao mesmo tempo em que orou os Salmos (Hb 2.12) é o principal tema dos Salmos. “O cristão encontra nos Salmos não somente os santos, mas também a Jesus Cristo, ‘o cabeça dos santos’, com seu sofrimento e sua ressurreição. Portanto, nos Salmos, como o Salmo 22 e 69, o próprio crucificado fala”.18 Portanto, é justamente aqui que é estabelecida nossa confiança de que seremos atendidos na oração: “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7). Pois como Bonhoeffer escreveu: “Ao repetir as próprias palavras de Deus, começamos a orar a Ele. Não oramos com a linguagem errada e confusa de nosso coração; mas pela palavra clara e pura que Deus falou a nós por meio de Jesus Cristo, devemos falar com Deus, e Ele nos ouvirá”.19 Jesus Cristo ensinou aos seus discípulos que os Salmos proclamam seu nascimento, vida, morte e ressurreição (Lc 24.44). Por outro lado, uma vez que o Filho é “Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”, os Salmos são dirigidos a ele, assim como ao Pai e ao Espírito Santo (Jd 20-21). Portanto, Jesus Cristo é o alvo da oração dos salmos. E ao orarmos em nome e por meio da mediação de Jesus Cristo, nos unimos a ele, que vive sempre para interceder por nós (Hb 7.25).

Portanto, Jesus Cristo é a chave que interpreta os Salmos e aquele que ora os Salmos deve buscar a Cristo como revelado no saltério. Em vez de tratar as promessas, súplicas, confissões e lamentos de forma analítica, na leitura dos Salmos aquele que ora participa das promessas, súplicas, confissões e lamentos do próprio Cristo. O foco de tal oração será, assim, alcançar uma maior comunhão com Jesus Cristo. “Lutero não sabia nada de um conhecimento da Bíblia puramente objetivo, desinteressado ou erudito. Tal conhecimento, mesmo se possível, seria apenas a letra morta que mata. O Espírito vivifica! Devemos, portanto, ‘sentir’ as palavras das Escrituras ‘no coração’. A experiência é necessária para entender a Palavra. Não é meramente para ser repetida ou conhecida, mas para ser vivida e sentida”.20Num sermão sobre a expressão “invoquei o Senhor” (Sl 118.5), Lutero disse para congregação:
Invocar é o que você precisa aprender. Você ouviu. Não fique aí apenas sentado ou virado de lado, levantando a cabeça e balançando-a, e roendo as suas unhas preocupado e buscando uma saída, com nada em sua mente a não ser como você se sente mal, como você está ferido, que coitadovocê é. Levante-se, seu tratante preguiçoso! Ajoelhe-se! Levante suas mãos e seus olhos para o céu! Use um salmo ou o pai-nosso a fim de clamar sua angústia ao Senhor.21
As Escrituras, dessa forma, não são apenas a perfeita revelação de Deus, mas guia do cristão em suas lutas e vitórias – não apenas atos históricos passados e distantes, mas eventos vivos, aqui e agora. Deste modo, há outro fator que deve levar os cristãos a meditar e incluir os Salmos em sua oração:
O abismo que há entre o cristianismo moderno e a espiritualidade da Bíblia pode ser visto (…) no nosso seletivo uso dos Salmos, que era o hinário do povo de Israel e da Igreja do Novo Testamento. Os Salmos não apenas refletem toda experiência humana (p. ex.: confusão, raiva, medo, ansiedade, depressão, alegria incontida), mas também nos forçam a parar de fingir que tudo esteja bem com o mundo. Os salmos de lamentação (por exemplo, os salmos 10, 13, 35 e 86) são veementes queixas diante de Deus em relação às contradições existentes entre suas promessas e a realidade pela qual o povo passa. Esses salmos raramente são usados no culto cristão hoje em dia. Contudo, esses salmos são atos de uma fé corajosa: corajosa, porque eles insistem em que temos que enfrentar o mundo como ele é, e que temos que abandonar toda ostentação infantil; mas também de fé, porque eles partem da convicção de que não existe assunto proibido, quando se trata de termos uma conversa com Deus. Reter daquela conversa com Deus qualquer coisa da experiência humana, inclusive a escuridão de uma oração não respondida e os aspectos negativos da vida, é negar a soberania de Deus sobre toda a vida. Assim, paradoxalmente, são aqueles que reprimem suas dúvidas com uma série de cânticos alegres que bem podem estar sendo incrédulos: pela recusa de crer que Deus pode cuidar de toda a raiva que eles têm. Assim, os salmos de protesto constituem uma poderosa repreensão ao que passa por fé e louvor na maioria dos grupos cristãos de hoje. O que é irônico é que a vida moderna talvez nos exponha a mais confusão e dor do que qualquer coisa do mundo do salmista; e contudo ignoramos exatamente aquelas orações que vêm de encontro a tal senso de desorientação. Não é de admirar que muito do ensino atual quanto à fé não seja diferente do ‘pensamento positivo’ dos gurus modernos da administração, conquanto vestido com uma roupagem pseudobíblica. A fé bíblica, entretanto, é exatamente o contrário.22
Portanto, “os salmos continuam sendo um tesouro de auxílio espiritual para os cristãos. (…) Seja qual for o nosso estado de espírito, seja qual for nossa situação, as vozes antigas nos convidam a ouvi-las. Elas também já passaram por alegria, tristeza, luto, pecado, ira, confissão, perdão e outras experiências que tocam tão profundamente em nossas vidas. Elas nos chamam a aprender delas enquanto o Espírito Santo usa essas palavras para nos trazer para mais perto do Senhor”.23

- Fonte: Voltemos ao Evangelho


Alegres na Esperança, Fortes na fé, dedicados no amor e firmes no trabalho

Postado por Felipe Araújo, membro da mocidade presbiteriana vitória de Cristo.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Multimídia Cristã: Uma luz para a escuridão (Vídeo)

Olá, irmãos! Hoje eu trouxe um vídeo no qual o Reverendo Hernandes Dias Lopes vai falar sobre escolhermos a Vida, ao invés da Morte, isto é, sobre escolhermos Cristo!!! Assistam:


"... eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância." João 10:10

Boa semana!!! Deus abençoe... =)

Alegres na esperança, fortes na fé, dedicados no amor, unidos no trabalho! 

Postado por: Karla Lauanda, membro e 1ª Secretária da Mocidade Vitória de Cristo.